O grande escritor português Miguel Torga referia-se a esta região como “Reino Maravilhoso”. Alguns roteiros europeus, referem-se ao nordeste de Portugal como ” a mais isolada região da Europa”. Muitos transmontanos referem-se às “Terras Quentes” e “Terras Frias” sem que os demais compatriotas compreendam muito bem. A Serra do Marão ao poucos deixa de ser esta barreira ao sul com as novas estradas e túneis. Pelo norte, Bragança, tem perspectivas de se ligar com ligação rápida ao TGV espanhol ( Puebla de Sanabria a 50 km), facilitando a abertura e acesso a este reino maravilhoso. Saberão os transmontanos comercializar seus produtos, abrirem-se ao turismo sem perder suas tradições e qualidade ? Quem se aventura a conhecer estas terras ainda hoje, consegue sentir o aroma da urze no ar. Os castanheiros, os carvalhos ainda dão características próprias e únicas à região, num multicolorido de folhas a realçar seus montes e vales. Se paramos em algum restaurante de estrada, não dificilmente ainda comemos uma tradicional comida transmontana. Será que brevemente estaremos rendidos às comidas industrializadas e seus acompanhamentos de batatas fritas ? Uma das regiões com maior esvaziamento populacional de Portugal convive com este confronto. Desenvolver-se e atrair capital sem perder suas virtudes. Talvez uma das possíveis saídas seja o mundo virtual, que dá oportunidade ao mundo conhecê-la, vender seus produtos e atrair público selecto de turistas que saibam valorizar a sustentabilidade. O modelo de exploração comercial de grande produtividade, que esgota recursos, está ultrapassado. Cá em Portugal, temos acompanhado as ascensão e queda de algumas marcas de vinho( só exemplificando um sector), por não resistirem a ambição do lucro imediato, adulterando seus produtos e consequentemente, perdendo mercados conquistados.

Desde há muito que os que estão para lá do Marão guardam muito mais segredos que vêm aos poucos sendo revelados. Seu isolamento, proporcionou uma preservação de diversas tradições e cultura própria ( até uma língua como o mirandês) e cada vez mais mostra-se e é “redescoberta” através dos diversos prémios e medalhas em concursos nacionais e internacionais de melhores vinhos, melhores enchidos, melhores azeites, melhor mel e também por atrair maior número de turistas de diferentes nacionalidades em busca de suas tradições e festividades culturais com raízes medievais.




O relevo de Trás-os-Montes propiciou uma gama de “micro-climas” que fazem desta região um lugar único aliado à qualidade do solo, isolando terras quentes e frias com distintas produções agrícolas que vêm sendo modernizadas. As produções em larga escala de azeite nas terras quentes, os vinhos, o mel e enchidos das terras frias têm sido cada vez mais enaltecidos. A criação do Parque Biológico de Vinhais, o Parque Natural de Montesinho, são exemplos de busca pelo desenvolvimento sustentável. Veja os mapas abaixo e algumas fotos da região para aguçar-lhe a curiosidade. Quem quiser investir em vinhos, por exemplo, este é o momento pois o melhor néctar português, ainda se bebe por cá. Vejam mais informações em:

Rota da Terra Fria

Portal Vinhais

 

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