Recebemos em nossa página do facebook  OiPortugal!, um crescente  pedido de informações sobre condições de trabalho  autónomo ou investir em pequenos negócios( maioritariamente brasileiros questionam). Pessoas do Acre, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo , etc querendo abrir restaurantes, pequenos construtores, salão de beleza, etc. Já publicamos alguns artigos específicos sobre revalidação(clica –>Diplomas) de diplomas, acordos de cursos de engenharia(clica–>Acordo engenheiros BR-PT), artigo específico para médicos (clica–>Médicos em PT) .

Os questionamentos são variados e alguns perguntam especificamente se “achamos que daria certo?”.  Muito difícil conhecer diferentes nichos de mercado e aconselhar se “dará certo”, até porque ninguém revela “a galinha dos ovos de ouro” mas contaremos algumas experiências que vimos ao longo dos anos:




1 – Há cerca de 20 anos, não se encontrava um restaurante de comida japonesa em Portugal com facilidade, nem mesmo na capital. Talvez não existisse mesmo pois não havia interesse ou conhecimento. Proliferavam e ainda tem muitos restaurantes de comida chinesa até porque Portugal tinha uma colónia (Macau) até bem recentemente e portanto existe esta tradição. Alguém descobriu este nicho de mercado há cerca de 10-15 anos, abriram vários restaurantes com sushi-man paulistas (em sua maioria) e hoje encontramos com facilidade óptimos restaurantes japoneses. Apesar dos portugueses serem tradicionalíssimos na culinária local, os grandes centros como Lisboa e Porto adotaram esta comida nos seus roteiros e hoje cultivam o hábito de irem “ao sushi”. Actualmente começam a proliferar self-services de mix de chinês/ “japonês” mais económico ( popular) mas com qualidade questionável.

2 – Importação/exportação : pode ser um grande negócio ou um grande engano. O mercado português tem características muito distintas do mercado brasileiro. Resumindo  e generalizando muito e certamente incorrendo em “erros” o mercado aqui é menor e mais exigente. Portanto, pode-se pensar na venda de um determinado produto com lucro maior compensando a menor quantidade de produção( do BR para PT). O sentido inverso do comércio ( PT  para BR) também pode ser problemático. Levar um produto de Portugal para o Brasil ( por exemplo) pode ter sucesso imediato e depois quebra de abastecimento por não ter capacidade de produção suficiente.

Exemplos:

a- Vinho – um determinado produtor tem anualmente uma produção de óptimo vinho e vende a garrafa por 3 euros. Mas só produz 20 mil garrafas. Este vinho no mercado brasileiro, será vendido, provavelmente por 5 vezes o valor e porquê ? Não interessa ganhar na quantidade nem popularizar pois não haverá condição de atender a demanda. Vende-se para pequenos e exclusivos mercados. Muitos sectores de indústria europeia não tem o mínimo interesse na produção em larga escala. Vinhos, produtos biológicos, presuntos, queijos artesanais são produzidos no limite sustentável da terra e da população. Lucra-se mais por cada artigo. Um processo diferente da produção em larga escala, mão-de-obra barata e baixos custos. Conciliar esta equação é a chave.

Uma dica de negócio são os softwares que não ocupam “espaço” , são produtos do mundo virtual e fácil de “exportar” . Portugal exporta softwares de gestão hospitalar, de controle eletrónico de pedágio , etc.

b- observamos em todo o mundo a proliferação de “lojas de chineses” vendendo de TUDO. O interessante da estratégia é que fazem acordos vantajosos com governos e são isentos de diversos impostos pois conquistam pela “ocupação dos espaços”. Nos últimos 10 anos observamos a abertura de lojas por todos os cantos do país, com vilas de 2000 habitantes tendo 2 lojas.  Surpreende-nos encontrar nestas lojas inclusive produtos brasileiros !! Pode-se comprar, por exemplo, esmalte de unhas Risqué ( verniz) em qualquer loja de produtos “chineses”. Como negociam, definem preços e lucro, para nós é um mistério. Competir com esta estrutura é muito complicado. Por cá agora há a entrada de lojas de grupos indianos com um perfil mais para produtos alimentícios , assim como vemos por Londres, Paris, Sydney. Houve há pouco tempo uma reportagem com a venda de vinhos “falsificados”  em algumas destas lojas. (clica–>Falsificação de vinho).

3 . Portugal está num momento de grande crescimento na Indústria do Turismo. Já se fala que o Enoturismo já superou a venda de “sol e mar”. Portanto, uma gama enorme de negócios nesta área pode ser muito promissor. Sugerimos contactar escolas profissionais de hotelaria espalhadas pelo país e sondar “carências ” no mercado futuro. Principalmente serviços terceirizados.

No passado, o emigrante português da década de 60-70 que fora para Alemanha e França, juntavam capital e ao retornar para Portugal abria um café ou mercearia na aldeia onde nascera. Como na grande maioria era a experiência de trabalho deste, queria continuar nesse nicho. O que houve foi a imensa proliferação de cafés e um comércio pouco diferenciado. Hoje em dia, existem estratégias, facilitações e orientação para investidores. Todo país quer investidores, mão de obra diferenciada e que estes tenham sucesso, gerando empregos e mais negócios.

Portanto, quem tem afinidade com Portugal, decidiu mudar de país, quer abrir um negócio próprio, procure informar-se ao máximo. Algumas câmaras municipais têm sites muito bem estruturados para orientação de investidores ( lembrar também que existe Visto Dourado para Investidores, veja em –>Visa Gold). Abaixo algumas dicas de sites:

CM Lisboa –>Investir Lisboa

CM Porto –>Investir Porto

CM Braga –>Investir Braga

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